Rodolfo Giugliani, barítono

rodolfo giugliani

barítono


"Rodolfo Giugliani, formidável Rigoletto, tem o timbre verdiano, potência vocal, força expressiva e interpretativa."

Jorge Coli, Folha de São Paulo, 2011


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Consagrado pelo público e pela crítica especializada por suas intensas interpretações de Nabucco, Rigoletto e Giorgio Germont em teatros de ópera no Brasil e no exterior, Rodolfo Giugliani é um dos raros barítonos autenticamente verdianos surgidos nos últimos anos. 

Apoiada em técnica excelente, sua voz de timbre escuro, aveludada e densa, é dotada de duas oitavas completas, atingindo agudos extremos com facilidade e correndo livremente pelo recinto do teatro, com emissão generosa e grande volume. 

Rodolfo Giugliani, nascido em São Paulo, foi aluno do renomado tenor Benito Maresca e aperfeiçoou seus estudos musicais com o Tenor Benito Maresca. No ano 2000, após vencer o Concurso de Canto Aldo Baldin em Florianópolis, Giugliani estreou na cena lírica naquela cidade, como Giorgio Germont em La Traviata. Ao longo dos anos seguiram-se outros primeiros prêmios: além de vencer mais três edições do Concurso Aldo Baldin, foi o primeiro colocado no Concurso Internacional de Canto Maria Callas (São Paulo), no Concurso de Canto Bidu Sayão (Belém-PA), Concurso de Canto Vozes do Brasil (Rio de Janeiro) e o Concurso Internacional de Canto Jaume Aragall (Barcelona, Espanha). Em 2016, sua interpretação do personagem Iberê, na ópera Lo Schiavo de Carlos Gomes encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro lhe valeu o prêmio A.P.C.A como o melhor cantor lírico. 

Além das já citadas partes de primo barítono em óperas de Verdi que cantou, Rodolfo Giugliani se apresentou também como Ezio (Attila) em Barcelona e Santiago do Chile, Iago em Otello, que cantou em 2015 em Montevidéu e o Conte di Luna (Il Trovatore), em 2016 no Teatro dell’Opera di Roma. 

Por outro lado, a voz de Rodolfo Giugliani se mostrou admiravelmente adequada aos personagens das óperas da Giovane Scuola Italiana: de Puccini, ele já encarnou no palco Scarpia (Tosca), Sharpless (Madama Butterfly), Gianni Schicchi, e mais recentemente Michele (Il Tabarro), em fins de 2016 no Teatro di San Carlo, Nápoles. De Mascagni, Alfio em Cavalleria Rusticana; de Giordano, Gérard (Andrea Chénier); de Leoncavallo, Tonio em Pagliacci. 

Outros personagens em destaque foram Enrico em Lucia di Lammermoor de Donizetti, o protagonista em Colombo de Carlos Gomes, Matteo del Sarto em Arlechino de Busoni, no Theatro São Pedro de São Paulo, Albert em Werther de Massenet, também na Ópera de Las Palmas, Espanha; Macbeth em Macbeth em Trieste; Giorgio Germont no México,e Um Ballo in Maschera como Renato no Rio de Janeiro e em Belém do Pará. 

Cantou a cantata de Carl Orff Carmina Burana na Sala São Paulo; Cavalleria Rusticana na Cidade do México e em 2019 foi Iberê na estreia Itáliana de Lo Schiavo em Cagliari- Itália; e Dom Carlo na Opera Ernani no Festival de Ópera de Manaus e foram muito aplaudidas suas participações em obras sinfônicas como a 9ª Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Sinfônica Brasileira. 

Um momento significativo na carreira de Giugliani foi sua participação, em 2017, do concerto lírico Klassik in den Alpen, em Viena, quando dividiu o palco com a renomada mezzo-soprano letã Elīna Garanča.
Seu próximo trabalho é Michele na Opera Il tabarro. 

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